PF faz operação para combater tráfico internacional de mulheres
SÃO PAULO – A PolÃcia Federal deflagrou nesta sexta-feira uma operação para combater o tráfico internacional de seres humanos. Vários prisões estão sendo feitas em São Paulo, Rio e Paraná, além de República Dominicana e Estados Unidos. De acordo com a PF, um grupo agenciava brasileiras para trabalhar no exterior como prostitutas de alto luxo. Muitas delas seguiam para a cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, onde agiam em cassinos de grande porte.
A operação foi batizada de Harém. A investigação contou com a colaboração da Agência de Imigração Americana (ICE), da Defense Security, Interpol, policiais da República Domicana e dos Estados Unidos.
Foram expedidos 15 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão. Os presos responderão pelos crimes de favorecimento à prostituição, rufianismo (quando a pessoa se aproveita da prostituição alheia para ganhar dinheiro), tráfico internacional de pessoas para a prostituição, além de formação de quadrilha ou bando.
As investigações foram iniciadas a partir de uma outra operação da PF no EspÃrito Santo. No dia 15 de julho, a PolÃcia Federal prendeu pelo menos oito pessoas por tráfico internacional de humanos. A quadrilha atuava no EspÃrito Santo, mas tinha também ramificações no Rio e na Itália. O grupo enviava mulheres e travestis brasileiras para trabalhar como prostitutas no paÃs europeu. Foram presas quatro pessoas no EspÃrito Santo, duas na Itália e duas no Rio de Janeiro. Alguns integrantes da quadrilha já tinham sido presos pelo mesmo crime em 2006 e estavam em liberdade condicional.
Segundo o chefe da delegacia de Defesa Institucional da PF, Leonardo Rabello, pelo menos 12 pessoas foram enviadas para a Itália desde o inÃcio do ano, quando começaram as investigações. Rabello disse que todos sabiam do trabalho que fariam na Europa, mas eram agenciados com a promessa de uma vida melhor no exterior. As pessoas eram obrigadas a pagar 12 mil euros ao grupo e ficavam em apartamentos nas cidades de Florença e Livorno, onde também aconteciam os programas.
A pena para o crime é de 2 a 8 anos de reclusão. Para o rufianismo, a pena prevista é de até 4 anos de detenção. Os mandados de prisão emitidos na ocasião foram concedidos pela 1ª Vara Federal Criminal de Vitória.





