O grupo de empresas Fininvest descartou nesta quarta-feira qualquer possibilidade de vender o Milan (ITA) para cobrir suas dívidas. Ambas as instituições são de propriedade do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.
“Em relação às repetidas indiscrições da imprensa, a Fininvest se vê, novamente, obrigada a desmentir, de modo mais peremptório e absoluto, que exista alguma hipótese de venda, mesmo parcial, das cotas do Milan”, disse a holding em nota oficial.
O jornal “La Gazzetta dello Sport” publicou na terça-feira que Berlusconi estaria disposto a mudar de ideia em relação à venda do Milan por conta de nova dívida da Fininvest. A holding foi condenada pela Justiça italiana a pagar indenização de 750 milhões de euros (R$ 1,95 bilhão) por irregularidades na compra de um grupo de mídia.
A notícia resgatou o interesse do empresário albanês Rezart Taçi, que chegou a confirmar proposta de 700 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão) pelo clube. O próprio magnata, no entanto, admitiu que não acreditava na venda do Milan.
Anteriormente, a Fininvest já havia desmentido supostas negociações com o presidente da Líbia, Muammar Kadafi, para compra de ações do clube de Milão.
Video Oficial da Candidatura do Rio Olimpiadas 2016!
O Rio de Janeiro foi escolhido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta sexta-feira, em Copenhague, Dinamarca, como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Essa conquista, é necessário dizer, deve-se em grande parte ao trabalho superprofissional de relações públicas desenvolvido há mais de dois anos pelas autoridades brasileiras, especialmente aquelas ligadas ao esporte (Ministério do Esporte, Comitê Olímpico Brasileiro e Itamaraty), com o presidente Lula à frente, juntamente com o governo do estado e da capital.
Às justas comemorações pela conquista da primeira Olimpíada a ser realizada na América do Sul, porém, somam-se as necessárias ações que precisam ser realizadas a fim de que o evento marque uma virada na capital carioca e deixe um legado positivo, para seus habitantes, para o incremento do turismo e ao país.
Entre essas ações, o planejamento é o fator essencial para a realização bem-sucedida dos Jogos Olímpicos 2016, a exemplo do que aconteceu em Barcelona 1992 e vem acontecendo em Londres, em sua preparação para sediar as Olimpíadas 2012. No caso brasileiro, há a feliz coincidência de o Rio de Janeiro ser uma das sedes da Copa 2014 e muitas das obras que serão realizadas para o Campeonato Mundial de Futebol devem necessariamente ser pensadas para aproveitamento nos Jogos Olímpicos, especialmente aquelas ligadas à infraestrutura urbana – de mobilidade urbana (metrô, corredores de ônibus, estacionamentos, entre outros), aeroviária, de portos, de ampliação da rede hoteleira e também esportiva.
Outra questão fundamental a ser resolvida na infraestrutura refere-se ao saneamento, em todas as suas vertentes: água, esgoto, drenagem das águas pluviais e resíduos sólidos, ou seja, coleta e destinação do lixo. Para isso, é absolutamente urgente que as autoridades federais, estaduais e municipais se unam para aproveitar a sinergia entre os dois eventos – Copa 2014 e Olimpíadas 2016 – para eliminar, de uma vez por todas, a poluição da Baía de Guanabara, programa que vem de há quase duas décadas, consumiu mais de 1 bilhão de dólares e não resolveu o problema.
Para isso, além dos necessários investimentos em coleta e tratamento do esgoto urbano e na implantação de interceptores oceânicos, é preciso principalmente a realização de campanhas de esclarecimento que atinjam a população como um todo e impeçam que muitos, como acontece atualmente, joguem lixo na rua, nos córregos e rios, provocando enchentes e toda a sorte de problemas sanitários. Somente com a colaboração dos cidadãos a questão do lixo e da limpeza urbana, com consequências na prevenção de enchentes, poderá ser resolvida.
Esta é a única forma de superar a deficiência crônica do Brasil em planejamento, nas suas diversas esferas de poder (federal, estadual e municipal). Ela vem falhando seguidamente, com os custos decorrentes: obras executadas às pressas, sem projetos detalhados que definam técnicas construtivas, especificações dos serviços e materiais, cronograma de execução e orçamento rigorosos. Exemplo dos problemas originados dessa falta de planejamento foram as obras dos Jogos Pan-americanos de 2007 no Rio de Janeiro. A capital carioca praticamente não se beneficiou dos investimentos realizados.
As obras para a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 são a oportunidade de aproveitar a intensa sinergia entre os dois eventos, mirar os ensinamentos da história recente e reverter esse quadro. Senão, os quase 30 bilhões de reais que são previstos como investimento na preparação para as Olimpíadas podem não ser suficientes ou, pior ainda, não deixar nenhuma consequência positiva para a sociedade.
E, para se ter um bom projeto, é necessário planejar, que significa pensar antes para fazer melhor. E, para se ter bom projeto é necessário respeitar o tempo para a sua elaboração, enfim respeitar a engenharia. Isto porque, como preconiza o Sinaenco, “antes de uma boa obra, existe sempre um bom projeto”.
É preciso trabalhar a partir de agora, ainda com mais afinco, para desenvolver rápida e eficientemente os projetos de cada estádio, praça, rodovia ou aeroporto que precisaremos para 2014 e 2016. Há aqui grave risco para a arquitetura e engenharia de projetos brasileira. Alguns poderão ser tentados a contratar, sem licitação, escritórios estrangeiros, sob a alegação de que estes já têm experiência no projeto de estádios, padrão Fifa ou padrão COI. A justificativa será a de sempre: “como já estamos atrasados, não há tempo a perder com demoradas licitações”.
Não podemos desperdiçar essas raras oportunidades para desenvolver a competência das empresas brasileiras, competência essa que poderá ser exportada nos megaeventos esportivos mundiais, no futuro. Organizar a Copa e as Olimpíadas é um desafio para todos os brasileiros. O principal problema está na infraestrutura. Não podemos correr o risco de fazer a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 e não deixar nenhum resultado importante para as cidades envolvidas. O melhor resultado da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016 é o Brasil 2017, o legado positivo desses eventos para nosso país.
Roma, 22 set (EFE).- A taxa de desemprego na Itália aumentou 7,4% no segundo trimestre em 2009, o nível mais alto desde os primeiros três meses de 2006, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística italiano (Istat) em comunicado de imprensa.
Este número supõe um aumento anualizado de 0,7% na taxa de desemprego, já que no mesmo período de 2008 estava situava em 6,7% e um aumento de um décimo de ponto a respeito dos dados oferecidos nos primeiros três meses deste ano.
“Este resultado sintetiza o prolongamento da queda da ocupação autônoma das pequenas empresas, a acentuação da queda dos empregados temporários e a nova redução do número de colaboradores”, explica o Istat na nota.
A oferta de trabalho na Itália no segundo trimestre de 2009 se reduziu em 1% (241 mil unidades menos) em comparação com a qual existia no mesmo período de 2008, enquanto a contração foi de 0,2% se levam em conta os dados dos primeiros três meses do ano.
O número de pessoas empregadas na Itália no segundo trimestre de 2009 também diminuiu, 1,6% (378 mil empregos menos), com relação ao mesmo período de 2008. EFE
A região italiana de Las Marcas, no centro do país e próxima à zona devastada pelo terremoto do dia 6 de abril, registrou hoje um terremoto de 4,6 graus de magnitude na escala Richter, informou o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) da Itália.
O tremor aconteceu às 5h50 local (0h50 de Brasília) e seu epicentro foi localizado entre as localidades de Montefano e Santa María Nuova, na província de Macerata, na vertente adriática do centro da Itália.
O terremoto, que semeou o medo entre a população da região, aconteceu a 37 quilômetros de profundidade e, por enquanto, as autoridades italianas não sabem se aconteceram danos pessoais nem materiais.
Várias famílias – levadas pelo medo da possibilidade que se pudesse repetir a tragédia que deixou 299 mortos em Abruzos em abril passado – saíram para as ruas ao sentir o solo tremer e realizaram várias ligações aos bombeiros, segundo informaram os meios de comunicação italianos.
Na noite entre segunda-feira e terça-feira passada a região dos montes Apeninos, no norte do país, registrou um terremoto de 4,2 graus, que não provocou danos, mas que também semeou o pânico entre a população
Um ataque a um comboio militar italiano em Cabul nesta quinta-feira matou seis soldados e 10 civis afegãos, tornando-se o quarto maior atentado na capital em cinco semanas.
A explosão, que ocorreu às 12h local (4h30m de Brasília) quando um homem-bomba lançou seu veículo contra o comboio, destruiu janelas de edifícios que estavam a cerca de um quilômetro do carro e sacudiu casas e escritórios da região.
O Talibã reivindicou a autoria do ataque, afirmando em um comunicado um dos extremistas participou do atentado. De acordo com autoridades, além dos mortos há 55 feridos.
Ao ser informado sobre o atentado, o Papa Bento XVI disse estar próximo “às vitimas, às famílias e a todas as pessoas envolvidas”. Os sentimentos do Pontífice foram expressos pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. “O que fere mais é o fato de que esta violência continue justamente contra pessoas que estão compromissadas com a paz”, declarou.
“Estamos próximos com a oração às vitimas, aos familiares, aos feridos e a todas as pessoas envolvidas neste dramático acontecimento e desejamos que, no final, este sangue possa ser substituído pela paz pela qual tantas pessoas estão comprometidas e estão doando a sua vida”, disse Lombardi em nome de Bento XVI.
O ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, que nesta quinta-feira compareceu ao Senado para esclarecer detalhes aos legisladores e à nação sobre o atentado que matou seis italianos no Afeganistão, condenou a ação de “covardes” e “infames” contra as forças de seu país.
“Em um momento doloroso como este, quero rapidamente, antes de qualquer declaração, vir no Parlamento para informar aos parlamentares e ao país as notícias provenientes do Afeganistão”, disse La Russa ao iniciar seu pronunciamento.
O ministro, que disse estar em contato constante com o chefe do Estado-Maior da Defesa, Vincenzo Camporini, também expressou sua “profunda dor pela perda de seis militares e grande solidariedade aos quatro feridos”.
“Aos infames e covardes agressores” que realizaram este ataque, “declaramos que não iremos parar (…). Esta missão continuará”, declarou o titular da pasta da Defesa, que ainda comparecerá hoje à Câmara dos Deputados com informações precisas, após conversar com o comando italiano no país ocupado.
Mas líderes de partidos italianos começaram a questionar a presença de tropas italianas no país. Com as mortes desta quarta-feira, chegam a 21 as baixas italianas no país ocupado.
Ao falar sobre o ataque, o presidente da Comissão das Relações Externas da Câmara dos Deputados da Itália, Stefano Stefani, da Liga Norte, disse que “é necessário estabelecer uma eficaz estratégia de saída do Afeganistão (…). É preciso começar a pensar numa saída estratégica, não sozinhos, mas junto com a comunidade internacional”.
- Há poucos meses da morte do jovem soldado italiano Alessandro Di Lisio, o cenário não muda, mais jovens mortos. Os números deixam claro: são 21 as vítimas italianas que, de 2004 até hoje, sacrificaram as suas vidas em território afegão. É um fato dramático – disse Stefani.
Di Lisio, oficial italiano de 25 anos, morreu em um atentado no dia 14 de julho, perto da cidade de Farah.
Por sua vez, o partido de oposição Itália dos Valores (IDV) pediu ao governo italiano que realize uma consulta “para estabelecer tempos e formas para uma estratégia de saída” do país ocupado.
- Expressamos em nome dos grupos parlamentares da Itália dos Valores o nosso grande pesar as famílias dos soldados italianos vitimas do vil atentado de hoje no Afeganistão e a nossa proximidade de sua dor -disseram ainda o líder do IDV, Antonio Di Pietro, e os líderes do partido na Câmara, Massimo Donadi, e no Senado, Felice Belisario.
Contudo, o ministro do Interior, Roberto Maroni, afirmou que não existe nenhuma hipótese de retirada da missão italiana no Afeganistão, “porque seria uma rendição à lógica do terrorismo”.
- É preciso lembrar que o governo espanhol decidiu há algumas semanas de aumentar seus efetivos no Afeganistão. Em qualquer caso a Itália não pode deixar de se mover de acordo com os aliados e os órgãos internacionais – afirmou o ministro.
As tropas da Itália, atualmente com cerca de 2.800 homens, estão no Afeganistão desde 2004, concentradas principalmente nas cidades de Herat e Cabul. Os soldados mortos hoje faziam parte do 186º Regimento de Paraquedistas Folgore.
Um marroquino residente no norte da Itália, contrário à relação de sua filha muçulmana de 18 anos com um italiano católico de 31 anos, matou a jovem e feriu o homem, indicou nesta quarta-feira a imprensa italiana.
Dafani el Ketawi, de 45 anos e ajudante de cozinha na região de Pordenone, no nordeste da Itália, parou o carro do jovem italiano, Massimo de Biasio, no qual também se encontrava sua filha Sanaa.
“Os dois jovens foram imediatamente atacados. Massimo de Biasio não teve tempo nem de sair de carro. Ele levou várias facadas, mas ficou apenas ferido. Sanaa, no entanto, tentou fugir, mas levou várias facadas no pescoço”, escreveu o jornal La Reppublica.
Segundo testemunhos citados pelo jornal, o marroquino já havia ameaçado de morte várias vezes o jovem italiano, que estava há semanas vivendo com Sanaa.
“É um crime horrível, desumano, inconcebível, fruto de uma guerra de religiões”, reagiu nesta quarta-feira a ministra italiana de Igualdade de Oportunidades, Mara Carfagna.
“Acontecimentos horríveis como este nos levam a continuar integrando os imigrantes segundo o modelo italiano, no que cada pessoa é livre para professar sua própria fé; mas para ficar no país eles devem aceitar as regras, inclusive o respeito dos direitos humanos, inclusive o da mulher, e as leis do Estado”, destacou.
Um marroquino residente no norte da Itália, contrário à relação de sua filha muçulmana de 18 anos com um italiano católico de 31 anos, matou a jovem e feriu o homem, indicou nesta quarta-feira a imprensa italiana.
Embarcação teria sido afundada como parte de esquema para burlar lei para os resíduos.
- Autoridades italianas estão investigando o naufrágio de um navio na região da Calábria, no sul do país, após um informante ter afirmado que a embarcação continha dejetos tóxicos, que poderiam ser inclusive lixo nuclear.
As autoridades chegaram à embarcação após o informante ter afirmado que afundou o navio como parte de um esquema da máfia para burlar a legislação que restringe a disposição de resíduos tóxicos na Itália.
O navio foi descoberto no último sábado a cerca de 30 km da cidade de Cetraro, numa região conhecida por ser um dos centros de atuação da ‘Ndrangheta, a máfia calabresa.
De acordo com o correspondente da BBC em Roma Duncan Kennedy, investigações feitas com uma câmera submarina mostraram que a embarcação estava praticamente intacta no fundo do mar.
Nas proximidades dela foram encontrados barris amarelos com rótulos que indicavam que eles continham resíduos tóxicos.
Esquema lucrativo
O informante também afirmou ser o responsável pelo afundamento de pelo menos outros dois navios que continham dejetos tóxicos.
Segundo ele, o lucrativo esquema também envolvia o afundamento de navios contendo lixo nuclear.
De acordo com as autoridades, se ficar provado que os barris encontrados contêm material radioativo, será iniciada uma busca por outros trinta navios naufragados que supostamente teriam sido sabotados pela máfia.
O correspondente da BBC em Roma disse que há alguns anos circulam rumores de que navios contendo lixo nuclear e outros dejetos estariam sendo afundados pela máfia como parte de um esquema lucrativo.
Organizações de defesa do meio ambiente como o Greenpeace já divulgaram listas de navios que teriam desaparecido nas costas da Itália e da Grécia nas últimas décadas e que poderiam fazer parte do esquema. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
SÃO PAULO - A sombra do apartheid, o regime segregacionista que isolou brancos e negros na África do Sul entre 1948 em 1990, paira desde março no sul da Itália. Na cidade de Foggia, a 380 quilômetros de Roma, a prefeitura criou uma linha de ônibus, a 24/1, exclusiva para transportar imigrantes africanos – quase todos negros – até o Centro de Acolhimento de Estrangeiros de Cara, mantido pelo Ministério do Interior. Já os moradores italianos fazem o mesmo trajeto em separado, na linha 24.
A adaptação foi criada pela ATAF, a empresa de transporte público do município e é defendida pelo prefeito Orazio Ciliberti, que justificou a iniciativa ao jornal “La Repubblica” alegando questões de “ordem pública”. Segundo a autoridade, parte dos 154 mil moradores da capital da região de Puglia estaria em atrito com os cerca de 800 imigrantes que residem no centro, situado a 15 quilômetros da cidade. Aos estrangeiros recaem constantes acusações de roubos e crimes. “Não se trata de racismo, mas da possibilidade de criarmos um serviço melhor. Ninguém impede os imigrantes de caminhar dois quilômetros a mais e pegar um outro ônibus até o centro”, disse Ciliberti, político de centro-esquerda.
A prática, contudo, difere do discurso, conforme o Estado constatou. No interior dos ônibus para estrangeiros não há brancos. A linha 24/1 – cujo nome original, 24/i, de “imigrantes”, foi substituído após protestos de organizações não-governamentais (ONGs) – faz o mesmo trajeto que a linha 24, entre o centro e o distrito de Borgo Mezzanone. No fim, há apenas uma extensão de dois quilômetros, que liga o distrito ao Centro de Acolhimento de Estrangeiros de Cara, apelidado, por ironia, de “campo”. Nos veículos identificados com o número 24/1, os imigrantes não pagam passagem, enquanto pagariam nos ônibus para brancos. Além disso, ele não faz paradas no caminho, seguindo diretamente para o centro, o que impede moradores locais de utilizar o serviço.
Entre os imigrantes, que dependem do parecer do governo para serem aceitos na Europa, as críticas ao ônibus são raras. Em lugar de protestos, há silêncio ou elogios à amabilidade dos seguranças do centro de acolhimento. O presidente da Associação de Comunidades Estrangeiras (Asci), Habib Ben Sghaier, protesta contra a iniciativa da prefeitura, que criou a linha. “Não é assim que se faz integração. Isso é racismo.”
Discriminação
Os imigrantes mais rejeitados da Itália não são, paradoxalmente, clandestinos. Os ciganos e romenos – a maior parte com passaporte europeu e autorização para viver em qualquer país-membro da União Europeia desde 2007 – são o alvo central da indignação dos italianos, que os associam a assassinatos, tráfico de drogas e prostituição em grandes cidades do país, como Turim e Nápoles. A insatisfação com seus vizinhos do Leste é tamanha que há dois anos uma lei autoriza repatriar cidadãos europeus “por razões de segurança pública”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Simone Moreira, de 23 anos, é suspeita de ter matado a filha, Giuliana.
Garota foi encontrada em rio; polícia desconfiou da mãe no depoimento.
A brasileira Simone Moreira, de 23 anos, foi detida sob suspeita de ter matado a filha de dois anos na cidade de Oderzo, norte da Itália. A menina Giuliana Favaro foi encontrada em um rio na quarta-feira (2), ainda com vida, mas não resistiu. Em entrevista ao “Fantástico”, a mãe de Simone disse acreditar na inocência da filha.
Márcia Moreira, que mora no Rio de Janeiro, disse que sua filha sempre foi carinhosa com Giuliana. “Pode ter sido um descuido, uma fatalidade. Foi muito triste a perda da minha neta, estou sentindo muito. Mas ela pegar a filha e jogar dentro do rio, jamais ela faria isso”, disse a avó.
Ela contou ainda que Simone estava deprimida com o fim do casamento e que que a guarda de Giuliana era do ex-marido de Simone. Segundo Márcia, a mãe visitava a filha com freqüência. Simone conheceu o italiano Michele Favaro em Copacabana, quando ela tinha 19 anos e ele, 40. Três meses depois, os dois foram morar em Oderzo.
Márcia contou que a filha telefonou do hospital na madrugada de quinta (3) para falar sobre o acidente e que estava inconsolável. À polícia, Simone disse que se distraiu quando passeava com Giuliana, e a menina desapareceu. Giuliana foi retirada do rio ainda com vida, mas morreu 24 horas depois, com hipotermia, porque teria ficado mais de uma hora na água gelada.
Também ao ‘Fantástico’, por telefone, a madrinha de Giuliana falou de Treviso, onde mora. Ela disse não acreditar que Simone tenha jogado a filha no rio e afirmou que a menina era muito agitada. “Não era uma daquelas crianças que ficam paradas em um lugar. Era uma menina que corria, era muito ativa. Pode ser que ela correu, não viu no escuro, caiu e aconteceu essa desgraça.”
Segundo a imprensa italiana, os policiais desconfiaram da versão de Simone durante o depoimento. O procurador de Treviso declarou a jornais que as grades que ficam às margens do rio são muito estreitas e que a menina não poderia ter passado por elas. Ainda segundo a imprensa italiana, a menina não tinha machucados pelo corpo.
Indignados: Flavio Tosi e Alessandra Mussolini criticam o filme Romeno.
As projeções do filme romeno “Francesca” no 66º Festival de Cinema de Veneza foram suspensas, após a produção — que aborda o racismo italiano contra os romenos — ter causado a indignação de políticos do país.
A decisão foi anunciada em nota pelo Circuito Municipal de Veneza, que afirmou ter recebido “uma ação legal contra a distribuição” da obra.
“Francesca”, do diretor romeno Bobby Paunescu e que traz em seu elenco a atriz Monica Birladeanu, destaca temas contemporâneos nas relações entre italianos e romenos, apontando para a visão de uma Itália racista.
Embora tenha sido bastante aplaudido pelos jornalistas no segundo dia do evento, o longa não agradou políticos do país, como o prefeito de Verona, Flavio Tosi e a deputada Alessandra Mussolini, que aparecem na produção em frases do tipo: “prefeito de Verona de merda” e “Mussolini é uma puta que quer matar todos os romenos”.
Após tomarem conhecimento do conteúdo da obra, tanto Mussolini quanto Tosi afirmaram que processariam os produtores do filme.
De acordo com a distribuidora Fandango, a parlamentar enviou hoje um comunicado no qual pedia a paralisação da distribuição do filme ou a eliminação e a modificação das frases que a insultam.
Por sua vez, Tosi disse que a decisão do município de cancelar as projeções soa “indiferente” e ratificou que irá manter o processo contra o cineasta.
Segundo ele, “uma produtora ou distribuidora que se respeite deverá consultar um advogado antes de exibir um filme com aqueles conteúdos insolentes”.
Tosi ainda criticou a obra, dizendo que “talvez este tivesse sido o único modo para que a produção fosse notada pela mídia entre as tantas que estão em concurso em Veneza”.
O filme, que foi exibido pela primeira vez na seção Horizontes na última quinta-feira, seria projetado hoje a também amanhã em Veneza e deverá ser distribuído aos cinemas italianos no fim de novembro. A 66ª edição do Festival de Veneza vai até o próximo dia 12.
Sou um brasileiro que mora na Itália mas morre de saudade do Brasil. O que eu estou fazendo aqui? Te respondo fácil: trabalho, jogo uma bolinha com os amigos, viajo por ae quando posso é claro.
Vivendo na Italia traz vários assuntos, entre eles o principal: como é viver na Itália? Eu ainda nao descobri mas prometo a vocês quando eu souber descrever eu postarei!