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Embarcação teria sido afundada como parte de esquema para burlar lei para os resíduos.
- Autoridades italianas estão investigando o naufrágio de um navio na região da Calábria, no sul do país, após um informante ter afirmado que a embarcação continha dejetos tóxicos, que poderiam ser inclusive lixo nuclear.

As autoridades chegaram à embarcação após o informante ter afirmado que afundou o navio como parte de um esquema da máfia para burlar a legislação que restringe a disposição de resíduos tóxicos na Itália.
O navio foi descoberto no último sábado a cerca de 30 km da cidade de Cetraro, numa região conhecida por ser um dos centros de atuação da ‘Ndrangheta, a máfia calabresa.
De acordo com o correspondente da BBC em Roma Duncan Kennedy, investigações feitas com uma câmera submarina mostraram que a embarcação estava praticamente intacta no fundo do mar.
Nas proximidades dela foram encontrados barris amarelos com rótulos que indicavam que eles continham resíduos tóxicos.
Esquema lucrativo
O informante também afirmou ser o responsável pelo afundamento de pelo menos outros dois navios que continham dejetos tóxicos.
Segundo ele, o lucrativo esquema também envolvia o afundamento de navios contendo lixo nuclear.
De acordo com as autoridades, se ficar provado que os barris encontrados contêm material radioativo, será iniciada uma busca por outros trinta navios naufragados que supostamente teriam sido sabotados pela máfia.
O correspondente da BBC em Roma disse que há alguns anos circulam rumores de que navios contendo lixo nuclear e outros dejetos estariam sendo afundados pela máfia como parte de um esquema lucrativo.
Organizações de defesa do meio ambiente como o Greenpeace já divulgaram listas de navios que teriam desaparecido nas costas da Itália e da Grécia nas últimas décadas e que poderiam fazer parte do esquema. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
SÃO PAULO - A sombra do apartheid, o regime segregacionista que isolou brancos e negros na África do Sul entre 1948 em 1990, paira desde março no sul da Itália. Na cidade de Foggia, a 380 quilômetros de Roma, a prefeitura criou uma linha de ônibus, a 24/1, exclusiva para transportar imigrantes africanos – quase todos negros – até o Centro de Acolhimento de Estrangeiros de Cara, mantido pelo Ministério do Interior. Já os moradores italianos fazem o mesmo trajeto em separado, na linha 24.
A adaptação foi criada pela ATAF, a empresa de transporte público do município e é defendida pelo prefeito Orazio Ciliberti, que justificou a iniciativa ao jornal “La Repubblica” alegando questões de “ordem pública”. Segundo a autoridade, parte dos 154 mil moradores da capital da região de Puglia estaria em atrito com os cerca de 800 imigrantes que residem no centro, situado a 15 quilômetros da cidade. Aos estrangeiros recaem constantes acusações de roubos e crimes. “Não se trata de racismo, mas da possibilidade de criarmos um serviço melhor. Ninguém impede os imigrantes de caminhar dois quilômetros a mais e pegar um outro ônibus até o centro”, disse Ciliberti, político de centro-esquerda.
A prática, contudo, difere do discurso, conforme o Estado constatou. No interior dos ônibus para estrangeiros não há brancos. A linha 24/1 – cujo nome original, 24/i, de “imigrantes”, foi substituído após protestos de organizações não-governamentais (ONGs) – faz o mesmo trajeto que a linha 24, entre o centro e o distrito de Borgo Mezzanone. No fim, há apenas uma extensão de dois quilômetros, que liga o distrito ao Centro de Acolhimento de Estrangeiros de Cara, apelidado, por ironia, de “campo”. Nos veículos identificados com o número 24/1, os imigrantes não pagam passagem, enquanto pagariam nos ônibus para brancos. Além disso, ele não faz paradas no caminho, seguindo diretamente para o centro, o que impede moradores locais de utilizar o serviço.

Entre os imigrantes, que dependem do parecer do governo para serem aceitos na Europa, as críticas ao ônibus são raras. Em lugar de protestos, há silêncio ou elogios à amabilidade dos seguranças do centro de acolhimento. O presidente da Associação de Comunidades Estrangeiras (Asci), Habib Ben Sghaier, protesta contra a iniciativa da prefeitura, que criou a linha. “Não é assim que se faz integração. Isso é racismo.”
Discriminação
Os imigrantes mais rejeitados da Itália não são, paradoxalmente, clandestinos. Os ciganos e romenos – a maior parte com passaporte europeu e autorização para viver em qualquer país-membro da União Europeia desde 2007 – são o alvo central da indignação dos italianos, que os associam a assassinatos, tráfico de drogas e prostituição em grandes cidades do país, como Turim e Nápoles. A insatisfação com seus vizinhos do Leste é tamanha que há dois anos uma lei autoriza repatriar cidadãos europeus “por razões de segurança pública”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Simone Moreira, de 23 anos, é suspeita de ter matado a filha, Giuliana.
Garota foi encontrada em rio; polícia desconfiou da mãe no depoimento.
A brasileira Simone Moreira, de 23 anos, foi detida sob suspeita de ter matado a filha de dois anos na cidade de Oderzo, norte da Itália. A menina Giuliana Favaro foi encontrada em um rio na quarta-feira (2), ainda com vida, mas não resistiu. Em entrevista ao “Fantástico”, a mãe de Simone disse acreditar na inocência da filha.
Márcia Moreira, que mora no Rio de Janeiro, disse que sua filha sempre foi carinhosa com Giuliana. “Pode ter sido um descuido, uma fatalidade. Foi muito triste a perda da minha neta, estou sentindo muito. Mas ela pegar a filha e jogar dentro do rio, jamais ela faria isso”, disse a avó.
Ela contou ainda que Simone estava deprimida com o fim do casamento e que que a guarda de Giuliana era do ex-marido de Simone. Segundo Márcia, a mãe visitava a filha com freqüência. Simone conheceu o italiano Michele Favaro em Copacabana, quando ela tinha 19 anos e ele, 40. Três meses depois, os dois foram morar em Oderzo.
Márcia contou que a filha telefonou do hospital na madrugada de quinta (3) para falar sobre o acidente e que estava inconsolável. À polícia, Simone disse que se distraiu quando passeava com Giuliana, e a menina desapareceu. Giuliana foi retirada do rio ainda com vida, mas morreu 24 horas depois, com hipotermia, porque teria ficado mais de uma hora na água gelada.
Também ao ‘Fantástico’, por telefone, a madrinha de Giuliana falou de Treviso, onde mora. Ela disse não acreditar que Simone tenha jogado a filha no rio e afirmou que a menina era muito agitada. “Não era uma daquelas crianças que ficam paradas em um lugar. Era uma menina que corria, era muito ativa. Pode ser que ela correu, não viu no escuro, caiu e aconteceu essa desgraça.”
Segundo a imprensa italiana, os policiais desconfiaram da versão de Simone durante o depoimento. O procurador de Treviso declarou a jornais que as grades que ficam às margens do rio são muito estreitas e que a menina não poderia ter passado por elas. Ainda segundo a imprensa italiana, a menina não tinha machucados pelo corpo.
Fonte: Globo
Indignados: Flavio Tosi e Alessandra Mussolini criticam o filme Romeno.

As projeções do filme romeno “Francesca” no 66º Festival de Cinema de Veneza foram suspensas, após a produção — que aborda o racismo italiano contra os romenos — ter causado a indignação de políticos do país.
A decisão foi anunciada em nota pelo Circuito Municipal de Veneza, que afirmou ter recebido “uma ação legal contra a distribuição” da obra.
“Francesca”, do diretor romeno Bobby Paunescu e que traz em seu elenco a atriz Monica Birladeanu, destaca temas contemporâneos nas relações entre italianos e romenos, apontando para a visão de uma Itália racista.
Embora tenha sido bastante aplaudido pelos jornalistas no segundo dia do evento, o longa não agradou políticos do país, como o prefeito de Verona, Flavio Tosi e a deputada Alessandra Mussolini, que aparecem na produção em frases do tipo: “prefeito de Verona de merda” e “Mussolini é uma puta que quer matar todos os romenos”.
Após tomarem conhecimento do conteúdo da obra, tanto Mussolini quanto Tosi afirmaram que processariam os produtores do filme.
De acordo com a distribuidora Fandango, a parlamentar enviou hoje um comunicado no qual pedia a paralisação da distribuição do filme ou a eliminação e a modificação das frases que a insultam.
Por sua vez, Tosi disse que a decisão do município de cancelar as projeções soa “indiferente” e ratificou que irá manter o processo contra o cineasta.
Segundo ele, “uma produtora ou distribuidora que se respeite deverá consultar um advogado antes de exibir um filme com aqueles conteúdos insolentes”.
Tosi ainda criticou a obra, dizendo que “talvez este tivesse sido o único modo para que a produção fosse notada pela mídia entre as tantas que estão em concurso em Veneza”.
O filme, que foi exibido pela primeira vez na seção Horizontes na última quinta-feira, seria projetado hoje a também amanhã em Veneza e deverá ser distribuído aos cinemas italianos no fim de novembro. A 66ª edição do Festival de Veneza vai até o próximo dia 12.
A Itália registrou a primeira morte causada pela gripe A (H1N1) dentro do país. A vítima é um homem de 51 anos que faleceu na noite desta quinta-feira (3) no hospital Domenico Cotugno, em Nápoles.
O italiano morava no bairro de Secondigliano e apresentava um quadro de saúde delicado devido a outras doenças que possuía, como cardiomiopatia dilatada, insuficiência renal aguda e broncopneumonia.
A vítima, identificada pelas inicias D.G., nunca viajou ao exterior. Os médicos acreditam que ele pode ter contraído a doença durante as várias internações que fez.
Desse modo, o vírus A (H1N1) pode não ter sido o fator determinante para a morte. “(O falecimento, ndr.) não foi causado pelo vírus, mas pela debilitação pré-existente do paciente”, anunciou a instituição.
Atualmente, na Itália, há outra pessoa com a doença em estado grave. Conhecido pelas iniciais F.F, o jovem de 24 anos foi internado nos últimos dias no hospital San Gerardo, localizado em Monza e especializado em doenças respiratórias.
O italiano, que vive em Parma, apresentou sintomas da nova gripe após passar duas semanas em férias na cidade de Riccione.
O primeiro caso da gripe A (H1N1) no país foi registrado em 2 de maio, em um homem de 50 anos que viajou ao México.
Em 26 de julho, um italiano que vivia na Argentina foi vítima da doença, tornando-se o primeiro cidadão do país a falecer em decorrência do vírus.
De acordo com o último relatório do Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças, até o momento foram detectados 2.058 contágios na Itália. O ministério da Saúde já informou que no próximo mês de novembro iniciará uma campanha de vacinação, que visa imunizar 24 milhões de pessoas.

A Itália, país que registrou 1,517 mil casos da nova gripe e nenhuma morte, começará a vacinação contra o vírus A (H1N1) em 15 de novembro de pelo menos 40% da população, informaram hoje à Agência Efe fontes do Instituto Superior da Saúde.
A vacina específica contra o vírus da nova gripe não está ainda disponível, mas estará pronta ainda neste segundo semestre com 24 milhões de doses que estão sendo preparadas pela farmacêutica suíça Novartis, acrescentaram as fontes.
O Ministério da Saúde deve vacinar pelo menos 40% da população total da Itália, com 60 milhões de habitantes, a partir de 15 de novembro, de forma gratuita e em duas rodadas.
A primeira, com 8 milhões de doses, acontecerá de 15 de novembro até o final de dezembro.
Esta primeira vacinação será realizada entre grupos de risco, como profissionais da saúde, médicos de família e pediatras, pessoal dos correios, empregados do grupo de telefonia italiana Telecom e membros das Forças Armadas.
Neste grupo, estão incluídos também os doentes com problemas nas vias respiratórias de entre 2 e 65 anos.
A segunda rodada de vacinações, com 16 milhões de doses, acontecerá a partir de 31 de janeiro de 2010 e incluirá o resto da população saudável de entre 2 e 27 anos, o setor mais atingido pela nova gripe.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou no último dia 18 o Acordo entre Brasil e Itália sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Dependentes Residentes do Pessoal Diplomático, Consular e Técnico-Administrativo. O texto tramita na forma do Projeto de Decreto Legislativo 1657/09, da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
O acordo também é extensivo a todos os dependentes de integrantes do corpo consular que atuem na Santa Sé e nos organismos internacionais que tenham sede nos dois países.
O texto deixa claro que, no caso de profissões que requeiram qualificação especial, o profissional deverá obedecer aos requisitos do país em que estiver. O acordo não implica o reconhecimento de diplomas e títulos acadêmicos.
De acordo com o relator, deputado Ricardo Barros (PP-PR), o documento atende “antiga e justa reivindicação dos membros do serviço exterior brasileiro para viabilizar o exercício de atividades profissionais, ou simplesmente de atividades remuneradas, por parte de seus dependentes”.
Tramitação
A proposta, que tramita em regime de urgência, já tinha sido aprovada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público e agora segue para votação no Plenário.
A Itália pediu no domingo uma ação comum na União Europeia para solucionar o problema da imigração ilegal. 
“Precisamos que isso seja considerado um problema europeu. A União Europeia precisa tomar uma posição, mas ainda não disse o que deve ser feito quando um grupo de migrantes atinge as fronteiras da Europa”, disse em entrevista coletiva o ministro de Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini.
Ele fez os comentários após autoridades italianas terem encontrado um barco na quinta-feira com cinco migrantes da Eritreia. De acordo com os migrantes, outros 73 morreram enquanto o barco cruzava da África para o Mediterrâneo.
“Todos somos europeus, todos os 27 países precisam ter responsabilidade sobre essas pessoas”, afirmou Frattini.
Conversas com Malta sobre o policiamento das águas no território da ilha precisam continuar, talvez envolvendo outros países, disse o ministro italiano.
A Itália diz que as águas do território de Malta são muito extensas para o tamanho do país e que precisam ser monitoradas da forma adequada.

Um helicóptero da protecção civil italiana terá embatido contra cabos de electricidade, despenhando-se, na região de Veneto. Quatro pessoas morreram. O mau tempo poderá ter contribuído para as causas do acidente.
O aparelho sobrevoava as montanhas das Dolomites, para avaliar os estragos provocados por uma derrocada que interrompeu uma das estradas daquela região montanhosa, conta a Renascença.
Os corpos das vítimas – o piloto, um médico e dois técnicos – foram recuperados e levados para a morgue do hospital da cidade de Cortina d’Ampezzo.
Italiano ganha sozinho prêmio recorde de 146,9 mi de euros
Um único apostador da cidade de Bagnone, na região da Toscana, centro do país, acertou os números sorteados e levou o maior prêmio já pago pela loteria italiana, de 146,9 milhões de euros.
De acordo com a Agicos, agência de notícias especializada em jogos, o sortudo, cuja identidade não foi revelada, faturou a bolada com uma aposta de apenas 2 euros, feita em um bar do município.
Segundo os primeiros rumores que já circulam em Bagnone, onde vivem 2.000 pessoas, o novo milionário italiano é um homem de 47 anos que fez a aposta na sexta-feira à noite.
A combinação ganhadora – 10, 11, 27, 45, 79 e 88 – fez o vencedor, cuja identidade não foi divulgada, desbancar a quantia recorde oferecida até agora por uma loteria europeia. Antes deles, um prêmio de 126 milhões de euros tinha sido dado em maio ao portador de bilhete espanhol da Euromillón.
O prêmio da loteria estava acumulado há oito meses. Foram 86 sorteios sem que ninguém acertasse os seis números.