Investidores observam com preocupação os cenários previstos por especialistas, como o de vários países sendo forçados a cortar drasticamente os seus gastos públicos e elevando taxas de juros para poder pagar suas dívidas, ou o de países deixando a chamada zona do euro e provocando uma dissolução da União Europeia.
Outro temor é com as perdas dos bancos que emprestaram dinheiro a esses países, perdas que podem levar a uma nova crise de crédito.
Esses temores se intensificaram no dia 23 de abril, quando a Grécia pediu formalmente ajuda financeira à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional para tirar o país de sua crise de débito.
O país está pedindo até 45 bilhões de euros em empréstimos de emergência aos países da zona do euro e ao FMI neste ano, mas existe a preocupação de o acordo não ser fechado e se vai ser necessária mais ajuda.
No início deste mês, os líderes dos países da zona do euro tinham concordado com um pacote de emergência de 30 bilhões de euros para a Grécia. Mas até que ponto essa ajuda pode resolver a crise?
A BBC preparou uma sessão de perguntas e respostas para ajudar a entender o que está em jogo nessa crise.
Por que a Grécia está nessa situação?
A Grécia gastou bem mais do que podia na última década, pedindo empréstimos pesados e deixando sua economia refém da crescente dívida.
Nesse período, os gastos públicos foram às alturas e os salários do funcionalismo praticamente dobraram.
Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelo gastos a receita era atingida pela alta evasão de impostos, prática generalizada no país.
A Grécia estava completamente despreparada quando chegou a crise global de crédito.
O déficit no orçamento, ou seja, a diferença entre o que o país gasta e o que arrecada, foi, em 2009, de 13,6% do PIB, um dos índices mais altos da Europa e quatro vezes acima do tamanho permitido pelas regras da chamada zona do euro.
Sua dívida está em torno de 300 bilhões de euros (o equivalente a US$ 400 bilhões ou R$ 700 bilhões).
O montante da dívida deixou investidores relutantes em emprestar mais dinheiro ao país. Hoje, eles exigem juros bem mais altos para novos empréstimos.
Essa situação é particularmente preocupante, porque a Grécia depende de novos empréstimos para refinanciar mais de 50 bilhões de euros em dívidas neste ano.
Por que a situação causa tanta preocupação fora da Grécia?
Todo mundo na zona do euro – e qualquer um que negocie com a zona do euro – é afetado por causa do impacto da crise grega sobre a moeda comum europeia.
Teme-se que os problemas da Grécia nos mercados financeiros internacionais provoquem um efeito dominó, derrubando outros membros da zona do euro cujas economias estão enfraquecidas, como Portugal, Irlanda, Itália e Espanha. Todos eles enfrentam desafios para requilibrar suas contas.
Em março passado, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a classificação de Portugal de AA para AA-.
Questões sobre o alto nível das dívidas na Europa foram levantadas em vários países.
O que a Grécia está fazendo quanto a isso?
A Grécia apresentou planos para cortar seu déficit para 8,7% em 2010, e para menos de 3% até 2012.
Para alcançar isso, o Parlamento grego aprovou um pacote de medidas de austeridade para economizar 4,8 bilhões de euros.
O governo quer congelar os salários do setor público e aumentar os impostos, e ainda anunciou o aumento do preço da gasolina.
O governo ainda pretende aumentar a idade para a aposentadoria em uma tentativa de economizar dinheiro no sistema de pensões, já sobrecarregado.
Como essas medidas foram recebidas na Grécia?
De maneira nem um pouco positiva. Houve uma série de protestos no país, alguns violentos. Várias greves atingiram escolas e hospitais e praticamente paralisaram o transporte público.
Muitos servidores públicos acreditam que a crise foi criada por forças externas, como especuladores internacionais e banqueiros da Europa central.
Os dois maiores sindicatos do país classificaram as medidas de austeridade como “anti-populares” e “bárbaras”.
O que acontece agora?
A Grécia precisa de 10 bilhões de euros até o mês que vem para cumprir suas obrigações financeiras.
Com o pacote da UE e FMI, o país deve conseguir levantar essa soma, mas as condições exatas deste empréstimo ainda não foram acordadas.
Se os detalhes foram definidos rapidamente e sem grandes problemas, o país conseguirá pagar sua dívida mais facilmente.
Em teoria, isso deveria proporcionar uma queda nos custos de empréstimo do governo e o euro deveria voltar a se fortalecer, depois de ter sofrido queda nas últimas semanas por causa do medo de a Grécia não conseguir pagar suas dívidas.
A Grécia poderia simplesmente abandonar o euro?
Operadores de câmbio já demonstraram medo de que alguns países com grandes déficits no orçamento – como a Grécia, Espanha e Portugal – possam se sentir tentados a abandonar o euro.
Ao deixar a moeda comum, o país poderia permitir a desvalorização de sua moeda e, assim, melhorar sua competitividade.
Mas isso também causaria grandes rupturas nos mercados financeiros, provocando o medo entre os investidores de que outros países adotassem a mesma estratégia, potencialmente levando ao fim da união monetária.
Mas a União Européia já demonstrou que quer manter a zona do euro unida e descartou a ideia de que países iriam abandonar a moeda.
Como a situação da Grécia se compara a de outros países?
A Grécia não é o único país da zona do euro a violar a regra que afirma que o déficit orçamentário não deve ultrapassar 3% do PIB do país.
Na Grã-Bretanha, que não está na zona do euro, esse déficit chega a 13% do PIB. Na Espanha ele chega a 11,2%, na Irlanda a 14,3% e na Itália a 5,3%.
MARANELLO – O piloto espanhol Fernando Alonso fez nesta sexta-feira a sua primeira visita à fábrica da Ferrari, em Maranello, na Itália. Novo contratado da equipe italiana, ele já começou a conhecer as pessoas com quem trabalhará a partir da temporada de 2010 da Fórmula 1.
Como ainda tem contrato até o final deste ano com a Renault, equipe onde disputou as duas últimas temporadas, Alonso só poderá pilotar a Ferrari a partir dos testes de fevereiro. Mas ele já aproveitou para conhecer as instalações da escuderia nesta sexta-feira.
Durante a visita desta sexta-feira, Alonso teve uma reunião com o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, conheceu alguns funcionários e ainda deu algumas voltas na pista particular da equipe, em Fiorano, com um carro de passeio da própria Ferrari.
Dono de dois títulos da Fórmula 1 – ambos pela Renault, em 2005 e 2006 -, Alonso foi contratado pela Ferrari para substituir o finlandês Kimi Raikkonen. Assim, ele será companheiro do brasileiro Felipe Massa a partir da temporada de 2010 da categoria.
Atual campeã do mundo e tetracampeã, a Itália carimbou neste sábado o passaporte para a próxima Copa do Mundo. O empate com a Irlanda por 2 a 2, fora de casa, foi o suficiente para a classificação.
Com apenas 8 minutos do primeiro tempo, Whelan abriu o placar para a Irlanda. Porém o argentino naturalizado italiano Camoranesi empatou aos 26.
O fim do segundo tempo foi emocionante, aos 42 minutos, Ledger colocou a Irlanda na frente, mas o gol da classificação veio no acréscimos. Gilardino balançou as redes e garantiu a Italia na Copa.
Os italianos ficaram com 21 pontos do Grupo 8 das Eliminatórias Europeias, foram seis vitórias e três empates em nove partidas. A Irlanda garantiu a classificação na repescagem.
O grupo de empresas Fininvest descartou nesta quarta-feira qualquer possibilidade de vender o Milan (ITA) para cobrir suas dívidas. Ambas as instituições são de propriedade do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.
“Em relação às repetidas indiscrições da imprensa, a Fininvest se vê, novamente, obrigada a desmentir, de modo mais peremptório e absoluto, que exista alguma hipótese de venda, mesmo parcial, das cotas do Milan”, disse a holding em nota oficial.
O jornal “La Gazzetta dello Sport” publicou na terça-feira que Berlusconi estaria disposto a mudar de ideia em relação à venda do Milan por conta de nova dívida da Fininvest. A holding foi condenada pela Justiça italiana a pagar indenização de 750 milhões de euros (R$ 1,95 bilhão) por irregularidades na compra de um grupo de mídia.
A notícia resgatou o interesse do empresário albanês Rezart Taçi, que chegou a confirmar proposta de 700 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão) pelo clube. O próprio magnata, no entanto, admitiu que não acreditava na venda do Milan.
Anteriormente, a Fininvest já havia desmentido supostas negociações com o presidente da Líbia, Muammar Kadafi, para compra de ações do clube de Milão.
Brasileiro espera equipe para definir ordem dos treino no simulador e o dia em que vai dirigir um F2007
Felipe Massa já está na Itália para a reta final dos treinos de recuperação após o acidente no GP da Hungria, há mais de dois meses. Porém, ele aguarda a chegada da equipe de Fórmula 1 da Ferrari – que retorna de Suzuka, onde aconteceu o GP do Japão – para saber qual será o cronograma e as etapas a cumprir nesta semana.
Felipe Massa posa com um Ferrari 458 na fábrica
O certo é que ele deve começar com treinos no simulador da equipe e exercícios físicos, além de exames médicos. Depois, deve correr com uma Ferrari modelo de 2007 (com pneus de GP2) no circuito de Mugello para testar seus reflexos e sentir o impacto do esforço físico que exige pilotar o carro. Este treino tem chance de acontecer na quinta-feira.
“Finalmente estou de volta à minha casa. Esta é minha segunda família e mal podia esperar para vê-los novamente. Agora posso dizer que estou de volta ao trabalho. Há muitas coisas para fazer, mas estou feliz”, afirmou o piloto, que nos próximos dias deve testar o simulador da equipe.
Ao final disto, ele passará pelo reconhecimento médico da FIA com o médico Gary Hartstein para obter ou não a liberação para retornar à F-1. À princípio, Massa só voltaria nos treinos para a próxima temporada, mas existe a expectativa de ele possa correr no GP de Abu Dabi, no começo de novembro, no encerramento da atual temporada.
Video Oficial da Candidatura do Rio Olimpiadas 2016!
O Rio de Janeiro foi escolhido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta sexta-feira, em Copenhague, Dinamarca, como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Essa conquista, é necessário dizer, deve-se em grande parte ao trabalho superprofissional de relações públicas desenvolvido há mais de dois anos pelas autoridades brasileiras, especialmente aquelas ligadas ao esporte (Ministério do Esporte, Comitê Olímpico Brasileiro e Itamaraty), com o presidente Lula à frente, juntamente com o governo do estado e da capital.
Às justas comemorações pela conquista da primeira Olimpíada a ser realizada na América do Sul, porém, somam-se as necessárias ações que precisam ser realizadas a fim de que o evento marque uma virada na capital carioca e deixe um legado positivo, para seus habitantes, para o incremento do turismo e ao país.
Entre essas ações, o planejamento é o fator essencial para a realização bem-sucedida dos Jogos Olímpicos 2016, a exemplo do que aconteceu em Barcelona 1992 e vem acontecendo em Londres, em sua preparação para sediar as Olimpíadas 2012. No caso brasileiro, há a feliz coincidência de o Rio de Janeiro ser uma das sedes da Copa 2014 e muitas das obras que serão realizadas para o Campeonato Mundial de Futebol devem necessariamente ser pensadas para aproveitamento nos Jogos Olímpicos, especialmente aquelas ligadas à infraestrutura urbana – de mobilidade urbana (metrô, corredores de ônibus, estacionamentos, entre outros), aeroviária, de portos, de ampliação da rede hoteleira e também esportiva.
Outra questão fundamental a ser resolvida na infraestrutura refere-se ao saneamento, em todas as suas vertentes: água, esgoto, drenagem das águas pluviais e resíduos sólidos, ou seja, coleta e destinação do lixo. Para isso, é absolutamente urgente que as autoridades federais, estaduais e municipais se unam para aproveitar a sinergia entre os dois eventos – Copa 2014 e Olimpíadas 2016 – para eliminar, de uma vez por todas, a poluição da Baía de Guanabara, programa que vem de há quase duas décadas, consumiu mais de 1 bilhão de dólares e não resolveu o problema.
Para isso, além dos necessários investimentos em coleta e tratamento do esgoto urbano e na implantação de interceptores oceânicos, é preciso principalmente a realização de campanhas de esclarecimento que atinjam a população como um todo e impeçam que muitos, como acontece atualmente, joguem lixo na rua, nos córregos e rios, provocando enchentes e toda a sorte de problemas sanitários. Somente com a colaboração dos cidadãos a questão do lixo e da limpeza urbana, com consequências na prevenção de enchentes, poderá ser resolvida.
Esta é a única forma de superar a deficiência crônica do Brasil em planejamento, nas suas diversas esferas de poder (federal, estadual e municipal). Ela vem falhando seguidamente, com os custos decorrentes: obras executadas às pressas, sem projetos detalhados que definam técnicas construtivas, especificações dos serviços e materiais, cronograma de execução e orçamento rigorosos. Exemplo dos problemas originados dessa falta de planejamento foram as obras dos Jogos Pan-americanos de 2007 no Rio de Janeiro. A capital carioca praticamente não se beneficiou dos investimentos realizados.
As obras para a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 são a oportunidade de aproveitar a intensa sinergia entre os dois eventos, mirar os ensinamentos da história recente e reverter esse quadro. Senão, os quase 30 bilhões de reais que são previstos como investimento na preparação para as Olimpíadas podem não ser suficientes ou, pior ainda, não deixar nenhuma consequência positiva para a sociedade.
E, para se ter um bom projeto, é necessário planejar, que significa pensar antes para fazer melhor. E, para se ter bom projeto é necessário respeitar o tempo para a sua elaboração, enfim respeitar a engenharia. Isto porque, como preconiza o Sinaenco, “antes de uma boa obra, existe sempre um bom projeto”.
É preciso trabalhar a partir de agora, ainda com mais afinco, para desenvolver rápida e eficientemente os projetos de cada estádio, praça, rodovia ou aeroporto que precisaremos para 2014 e 2016. Há aqui grave risco para a arquitetura e engenharia de projetos brasileira. Alguns poderão ser tentados a contratar, sem licitação, escritórios estrangeiros, sob a alegação de que estes já têm experiência no projeto de estádios, padrão Fifa ou padrão COI. A justificativa será a de sempre: “como já estamos atrasados, não há tempo a perder com demoradas licitações”.
Não podemos desperdiçar essas raras oportunidades para desenvolver a competência das empresas brasileiras, competência essa que poderá ser exportada nos megaeventos esportivos mundiais, no futuro. Organizar a Copa e as Olimpíadas é um desafio para todos os brasileiros. O principal problema está na infraestrutura. Não podemos correr o risco de fazer a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 e não deixar nenhum resultado importante para as cidades envolvidas. O melhor resultado da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016 é o Brasil 2017, o legado positivo desses eventos para nosso país.
Sou um brasileiro que mora na Itália mas morre de saudade do Brasil. O que eu estou fazendo aqui? Te respondo fácil: trabalho, jogo uma bolinha com os amigos, viajo por ae quando posso é claro.
Vivendo na Italia traz vários assuntos, entre eles o principal: como é viver na Itália? Eu ainda nao descobri mas prometo a vocês quando eu souber descrever eu postarei!